Quem foi Angelica Pignata?

Nos oitocentos, os italianos eram tão católicos (e  ainda hoje são), que é difícil eu me deparar nas pesquisas genealógicas que faço, com um registro de nascimento que  apresente o termo “padre incerto”.

Pois nos registros dos filhos de Angelica Pignata, isso  foi constante.

Até onde vasculhei, foram 5: todos filhos de  Angelica e  “padre incerto”.

Comecei a imaginar  como deve ter sido a vida desta mulher que viveu na pequena cidade calabresa de origem medieval chamada Grisolia, localizada na província de Cosenza.

 

Grisolia – Cosenza

 

Cinco filhos, todos sem pai e o mais curioso, os 3 primeiros tinham o mesmo nome:

  • Alfonso Pignata – nascido em 1853
  • Alfonso Pignata – nascido em 1856
  • Alfonso Pignata – nascido em 1858
  • Giuseppe Pignata – nascido em 1861
  • Aquilina Pignata – nascida em 1865

Não é instigante?

A primeira coisa que me vem à cabeça é que os dois primeiros filhos devem ter falecido ainda bebê para ela ter dado o mesmo nome aos três primeiros.

A taxa de mortalidade infantil era  alta naquela época, por isso corria-se para batizar a criança assim que nascia porque a grande preocupação era que o bebê não morresse pagão.

Os registros de nascimento revelam mais coisas:

Angelica era camponesa, “foritana”, um termo antigo para “contadina” e todos os seus filhos foram registrados pelas parteiras  que   trouxeram as crianças ao mundo.

Foi por acaso que descobri Angelica, procuro, na verdade pelos filhos de Maria Angelica Pignata, que viveram no Brasil, no  estado da   Bahia: uma pesquisa genealógica que estou fazendo.

A minha Angelica ainda não se revelou    mas o caminho de pesquisa me levou a conhecer esta outra Angelica, nos mostrando mais um possível cenário de pesquisa existente na Itália do século XIX.

 

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